quinta-feira, 24 de março de 2011

A Apologia de Sócrates.

Durante dias ouvi-te dizer:__Ou eu ou o inferno.
Pergunto-te aturdida.__Mas Mestre,ainda não estamos no inferno?
__Não,camarada.Tenho na manga um inferno menos quente.Descobri um sistema de arrefecimento.
__Tens a certeza?Está conforme a lei?
__Qual lei,qual quê.A lei sou eu.Eu sou o único capaz de salvar a nossa cidade.
__Sempre me disseste que a lei era para cumprir,excepto no caso dos resíduos tóxicos._
__Platano vê lá se esqueces essas coisas de quando eu andava de fraldas e diz-me que soluções tens.
Soluções!?Bem.Como me ensinaste,as soluções,encontram-se no diálogo.Se eu te disser para discutir com os parceiros,perguntar a Zeus ...
__É pá,cala-te.Isso era para que todos pensassem que eu recebia informações de Zeus pá.Não eu recebia-as de outras fontes e sequei-as.Hoje,cantam só para mim.
__Não é melhor começarmos a trabalhar?Em 6 anos fizemos pouco.
__Pouco?Fui ao Quénia,parti a perna a escrever o contrato especial e dizes-me isso?
__Zeus,não vai gostar.
__É pá já ninguém lhe liga nenhuma.Não viste nas últimas festividades?Eu já sabia pá.Mas assim ele também ficou a saber.
__Pronto,andamos aqui às voltas num discurso sem método.

Ó Platano pá,vai descançar pá,tu já nem a ti consegues perceber,vai primeiro conhecer-te a ti próprio,enquanto eu vou dançar um Tango ao monte altis com o Zorba.
__E a lei?!
__Fui.

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